Pedaços de Mim

Dedicado as Minhas Filhas e a Todas as Mães de Anjos

8

de
novembro

As Estações do Amor…

A cada dia que passa
A saudade faz crescer
Os meus dias de alegria
Que vivi junto a você.
 
Dez dias é mais que um
Como mil é mais que cem
E a distância da saudade
Fica muito mais além.
 
Mas ainda sou feliz
Mesmo com tanta saudade
E em tom de felicidade
Vivo com intensidade.
 
A felicidade habita
Nosso ser e a natureza,
Sê no perfume da rosa
Ou na lua majestosa.
 
Nas noites de lua cheia
A noite parece dia
E o brilho das estrelas
Seu sorriso irradia.
 
Os dias da estação
Que nos mostra o verão
Esquenta o meu coração
Afastando a solidão.
 
E na chegada do outono
Com as folhas a cair
Posso sentir o vento
E a leve brisa a sorrir.
 
E nas noites de inverno
Onde o frio faz congelar
Lembro você na neve
Sempre a “snowboardear”.
 
Mas ainda é primavera
E as flores vão nascendo
Colorindo minha vida
E de amor me embevecendo.
 
Minha menina tão linda
Que hoje vive no céu
Vive também minha vida
Não me deixando ao léu.
 
© Por Rosana Madjarof – 05/11/2009 – 22:45 h. Direitos Autorais Reservados
 

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8

de
novembro

Madrugada Amiga…

A noite já se faz alta
E eu ainda estou aqui
Pois o sono foi embora
E eu não consigo dormir.
 
São 3 horas da manhã
E eu estou escrevendo
Mais uma simples poesia
Ouvindo uma melodia.
 
Com sua foto ao meu lado
Tenho toda inspiração
Para falar do amor
Que trago no coração.
 
Esse amor que dói no peito
Por vezes me faz chorar
Mas não hei de fraquejar
E essa luta eu vou ganhar.
 
E olhando para o céu
Nesta noite fria e calma
Meu coração vai ao léu
E encontro o meu troféu.
 
Você foi o melhor prêmio
Que eu poderia ganhar
E mesmo sem ter concurso
Tirei o primeiro lugar.
 
Meu diploma eu ganhei
E nem precisei estudar
Pois para ser boa mãe
Basta seu filho amar.
 
Eu que sempre te amei
Continuarei a te amar
E a filha que beijei
Um dia eu vou encontrar.
 
© Por Rosana Madjarof – 29/10/2009 – 03:30 h. Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

Sentimentos e Arrependimentos…

A ganância e o egoísmo
São defeitos com certeza
Que não trazem benefício
E sua vida atormenta.
 
Não deixe esses sentimentos
Invadirem o teu ser
Pois da vida só levamos
O amor e o bem querer.
 
Se pretendes nesta vida
Ser útil a outro alguém
Pratique somente o bem
Com amor e sem desdém.
 
Não ostente o que fazes
Pois assim não tem valor
O que fizeres na vida
Tens que fazer com amor.
 
Não adianta dar a mão
E com a outra pedir
Deixe que seu coração
Fique feliz a sorrir.
 
As virtudes desta vida
Estão guardadas no peito
No sincero sentimento
E no arrependimento.
 
Para não se arrepender
E ter que pedir perdão
Procure não magoar
Sua irmã ou seu irmão.
 
A vida é muito curta
Precisamos viver bem
Sem ferir ou machucar
O coração de outro alguém.
 
© Por Rosana Madjarof – 05/11/2009 – 21:59 h. Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

O Amor… O Que é o Amor?

Meu amor a tudo diz sim,
Mas o tempo a tudo diz não…
A saudade não se acaba com o tempo,
Mais aumenta a solidão.
 
O amor!
Ai, o amor!
Se tu soubesses o que é o amor,
Por certo, não escolheria amar.
 
Amor é doação
Amor é dedicação
Amor é perdão
Amor é aceitação.
 
O amor mais puro
O amor mais verdadeiro
É o amor que nasce
No ventre de uma mãe.
 
São nove meses a fio
De espera, de ilusão,
É o desaguar de um rio
Neste mar de emoção.
 
O amor não tem razão
Nem medo da solidão,
Pois só sofre por amor
Quem amou, somente amou!
 
© Por Rosana Madjarof – 08/12/2007 – Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

A Sabedoria do Amor…

Neste mundo que envelhece
Cada dia um pouco mais,
É difícil ter idéias
Cem porcento originais.
 
As escolas brasileiras
São o que não devem ser,
Residência da burrice
E sepulcro do saber.
 
Um autêntico poeta
Tem que ser poeta nato,
E não fazedor de versos
E nem rimador barato.
 
É por isso que eu falo
O que penso sem pensar,
Sem ter medo de errar
Sobre o que vou falar.
 
Depois de tanto estudar
Sem ter hora, nem lugar
Percebi que o melhor
É ficar no próprio lar.
 
Por isso estou aqui
Escrevendo sem parar,
O que vem do coração
Sem ter que pedir permissão.
 
Não quero mais ser doutora
Meus títulos eu engoli,
Pois o meu melhor diploma
Para Deus eu devolvi.
 
Hoje sou só uma mãe
Da filha que tenho aqui,
E pra minha Luciana
Ensino sempre a sorrir.
 
É isso que vale a pena
Nesta vida de meu Deus,
Cuidar da minha pequena
Pra aquecer os dias meus.
 
Mas meus sonhos continuam
Em forma de oração,
E peço ao Pai Maior
Muita paz ao coração.
 
Vou parando por aqui
Mas deixando meu recado,
Que não pode existir vida
Sem um bom livro ao seu lado.
 
© Por Rosana Madjarof – 22/09/2009 – Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

As Flores do Nosso Jardim…

Já não consigo falar das flores,
Nem da natureza das cores,
E o perfume dessas flores
Já não consigo sentir.
 
O nosso jardim tão lindo
Hoje não brilha mais…
As rosas estão chorando
E secando os roseirais.
 
Quando você foi embora,
Somente saudade deixou,
E a pobre margarida
De tristeza desfolhou.
 
Lembra do nosso gerânio?
Aquele de cor lilás?
Ele também se acabou,
E hoje não floresce mais.
 
O crisântemo tão lindo,
Que você gostava tanto…
Ele não sobreviveu,
E de saudade morreu.
 
O gramado bem verdinho,
Hoje está amarelado…
Já não existe mais cor
Na grama do nosso amor.
 
Mesmo sendo primavera,
Onde as flores aparecem,
Não tem mais nenhum encanto
O jardim sem sua prece.
 
Você falava com as flores,
E seu amor declarava,
Agora sem seu amor
O nosso jardim secou.
 
Mas há de chegar o dia
De outro jardim encontrar,
E as flores que murcharam
Por certo irão brilhar.
 
© Por Rosana Madjarof – 20/10/2009 – 21:28 h. – Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

Eu Sou…

Eu sou a razão do meu coração, procurando solução…
 
Eu sou um coração sem razão, que se perde na solidão…
 
Eu sou a lágrima da chuva, que molha meus sentimentos…
 
Eu sou âncora quebrada, que aqui jaz naufragada…
 
Eu sou moinho dos ventos, que leva embora os pensamentos…
 
Eu sou natureza em festa, que sopra os ventos da floresta…
 
Eu sou chama incandescente, aquela que foge das enchentes…
 
Eu sou as dores do mundo, que sofre sem sentir dor…
 
Eu sou viajante do tempo, buscando conhecimento…
 
Eu sou como pássaro errante, buscando alguém distante…
 
Eu sou morte e eu sou vida, como a flor que foi colhida…
 
Eu sou pergunta sem resposta, nas páginas que escrevi…
 
Eu sou passagem secreta, que ainda não foi descoberta…
 
Eu sou montanha encantada, por ter sido enfeitiçada…
 
Eu sou uma doce canção, em busca do seu refrão…
 
Eu sou o mar do deserto, na seca do meu sertão…
 
Eu sou como folha morta, que cai da árvore ao chão…
 
Eu sou estrada da vida, sem rumo e sem direção…
 
Eu sou cristal delicado, que não pode ser quebrado…
 
Eu sou apenas uma mãe, que ama, chora e sorri…
 
Eu sou apenas uma mãe, que tem seu braço amputado…
 
Eu sou apenas uma mãe, buscando a fé na razão…
 
Eu sou apenas uma mãe, que sua filha perdeu…
 
Eu sou, apenas sou…
 
Só isso, eu sou MÃE
 
© Por Rosana Madjarof – 19/10/2009 - 16:15 h. - Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

A Missão Que Escolhi…

A doença não me assusta,
Pois com ela eu sei lidar
E não conto pra ninguém
O que eu não quero falar.
 
Todos olham meu sorriso
Com os olhos do coração,
Mas não sabem o que eu sei,
E todos me querem bem.
 
A minh’alma pode chorar
Mas meu semblante sorri,
Pois não quero ver sofrer
Os amigos que conheci.
 
E é assim que eu prefiro
Para poder eternizar
Os amigos que ganhei
Neste espaço singular.
 
Eu quero espalhar o amor
Em todos os corações,
Para quando eu me for
Ser lembrada em orações.
 
Para vocês deixarei
Meu carinho e meu amor,
E nas minhas poesias
Sentirão o meu calor.
 
Mas este dia está longe
Não pensem que é pra já…
Pois sei que minha missão
Está longe de acabar.
 
Amigos fiquem tranqüilos,
Pois vão ter que me agüentar…
Na minha longa jornada
Seja aqui, ou acolá…
 
© Por Rosana Madjarof – 12/10/2009 – 22:05 h. - Direitos Autorais Reservados

8

de
novembro

A Fada Que Quero Ser…

Queria ser uma fada
Com varinha de condão,
Para fazer uma mágica
Do amor e do perdão.
 
Com minha varinha mágica
Correria mundo afora,
Espalhando emoções,
E amor nos corações.
 
Também faria crescer,
E brotar nos corações
Os sentimentos sinceros
De todas as compaixões.
 
É difícil acreditar
Neste mundo de miséria,
Que empobrece nossa alma
E destrói a nossa terra.
 
Quero um mundo mais feliz
Com mais amor e união,
E não quero ver os lares
Sem afeto e compreensão.
 
As guerras devem ter fim,
E a paz deve reinar,
Para um mundo mais feliz
Nós podermos habitar.
 
Se quiser me ajudar
Nessa luta com fervor,
Então pegue sua varinha
E vá espalhando o amor.
 
© Por Rosana Madjarof – 07/10/2009 – 19:53 h. - Direitos Autorais Reservados

6

de
outubro

Divagações Sobre a Morte…

Divagando sobre a vida
Numa hora de lazer
Pude mesmo refletir
Sobre a morte e o morrer.

Não são só analogias
Entre essas duas palavras,
Pois a morte anunciada
É o morrer de uma jornada.

A morte é a certeza
Que revela a natureza…
Mas a natureza inspira
Flores, frutos e magia.

Essa natureza mostra
As árvores mais frondosas
Que dão sombras nas encostas
Repousando sobre as rochas.

As rochas fazem florir
As flores mais delicadas
Tão belas e perfumadas
Lembrando a pessoa amada.

A morte tem sua beleza
Como a vida também tem
Mas é na hora da morte
Que queremos viver bem.

Pois morrer é não viver
E muitos morrem em vida…
Como a pobre margarida
Que tem sua vida tolhida.

O morrer é não saber
Se a vida vale a pena…
Só tem medo de morrer
Quem esqueceu de viver.

 
Escrito por Rosana Madjarof – 05/10/2009 – 18:20 h.

 

6

de
outubro

Minhas Metades…

 

 
 
Muitas vidas eu já vivi
Nas estradas que escolhi
E sei que fui viandante
Por buscar alguém distante.

Agora eu me descobri
Na vida que tenho aqui
Pois aqui eu encontrei
As metades que eu perdi.

 
Metade de mim é amor
A outra metade também
Metade de mim é saudade
A outra metade eu não sei.

Vivo por querer bem
Vivo por amar alguém
E vivendo intensamente
Sigo sempre mais além.

Um coração mutilado
É como um cristal delicado
Que precisa de cuidados
Pra não ser dilacerado.

Cuido do meu coração
Com amor e afeição
Com duas filhas queridas
E animais de estimação.

Cada um tem seu espaço
Dentro do meu coração
As filhas, os cães, os gatos
Amo todos de paixão.

Ser guerreira e ser mãe
De duas lindas meninas
É privilégio, eu garanto…
É uma vida de encantos.

Para quem quer conhecer
Quem eu sou e o que faço,
Basta seguir os meus passos
Nos poemas que eu traço.

Escrito por Rosana Madjarof – 05/10/2009 – 00:42 h.

6

de
outubro

Minha Vida Sem Mim…

 
Hoje parei para pensar…
Pensei nos dias que já vivi…
Pensei nas noites que não dormi…
Pensei nas horas em que sorri…

E na correnteza dos rios
No turbilhão dos oceanos
Eu encontro esses pensamentos
E também meus sentimentos.

Foram dias delicados
De muitos anos dourados
E as lembranças do passado
No meu peito estão guardados.

Confidências foram poucas
No livro que escrevi
Mas deixo nas entrelinhas
Coisas que são só minhas…

Mas eu devo confessar
Que muitas vezes chorei
Por amar demais, eu sei…
A filha que eu gerei.

Tudo passa nesta vida
Mas nem tudo a gente esquece,
Pois as páginas em branco
São início de uma prece.

E nas preces que eu faço
Peço a Deus, meu Salvador,
Que me conceda a graça
De sonhar com meu amor.

Mas o Pai sempre me ouve
Pois não quer me ver chorar
De saudade dessa filha
Que Ele mesmo quis levar.

A minha vida sem mim
É difícil imaginar…
Mas vou vivendo assim,
De uma forma singular.

Escrito por Rosana Madjarof – 04/10/2009 – 00:00 h.

22

de
setembro

Tatiana é o Teu Nome…

 
 
Na velha Rússia nasceu
O teu nome em um clã
E no jardim floresceu
O amor que Deus me deu.

A beleza e o resplendor
Do canto do beija-flor
Ilumina os olhos teus
Néctar dos dias meus.

 
Tatiana não é rima
Não é verso, nem é prosa
É a natureza da trova
Que no meu peito nasceu.

Toda Tatiana é linda
É bondosa e caridosa,
Vaidosa e estudiosa
Além de ser majestosa.

Tatiana é vida eterna
No jardim dos girassóis
Onde brilha o sol nascente
Que aquece os corações.

 
Escrito por Rosana Madjarof – 05/12/2007

21

de
setembro

O Colo de Uma Mãe…

Clique na imagem para ampliar.

 
Tatinha,

As verdades encobertas pelo tempo
Nem a chuva, nem o vento
Podem-nas revelar
A regra é silenciar.

Deve-se ter punhos-de-aço
E mesmo com todo cansaço
Não se pode fraquejar
Pois tens que amamentar.

Esbanjando juventude
Na vida que se inicia
No teu colo irradia
A luz do seu lindo bebê.

O mais doce dos venenos
Não lhe podem alcançar
Pois que corre em suas veias
O azul do céu e mar.

  
 
A mulher já não existe
Ante o pequeno ser
Agora é a mãe que vive
Para seu filho aquecer.

E no bocejo da noite
Com chuva e com trovão
Sem temor ela socorre
O filho do coração.

Mãe que é mãe sabe entender
Se o filho tem fome ou dor
Se sente frio ou calor
Esse é o meu Deus interior.

Tati, nem o tempo poderá apagar o nosso amor. Te amo filha linda!

 
Escrito por Rosana Madjarof – 08/12/2007

 

15

de
setembro

Nossos Filhos…

 

Emoção é mais que poema
É rima do coração
Que aflora a sensação
Do amor e da canção.

 

As lembranças que vivemos
Doces, puras e cristalinas
São frutos do nosso “eu”
Que em nosso ventre cresceu.

 

Se hoje temos saudade
E também muitas lembranças
É sinal que o nosso amor
É prova da esperança.

 

Esperança que floresce
No peito de uma mãe
Que traz consigo a lembrança
Daquela eterna criança.

 

Os filhos não têm idade
Pois serão sempre crianças
Aos olhos de uma mãe
São imagem da esperança.

 

E digo para as mamães

Dessa rede virtual

Que o amor que aqui floresce

Vem do espaço sideral.

 

Nossos filhos, lá do alto

Estão a nos vigiar

Pois querem que nos unamos

Para outras mamães ajudar.

 

Então vamos dar as mãos

E agradecer ao Senhor

Pelos filhos abençoados

Que Ele nos enviou.

 

Escrito por Rosana Madjarof – 15/09/2009 – 18:20 h.

15

de
setembro

A Mágica do Amor…

 

 

Tatinha,

A mágica está no ar
No sorriso e no olhar
De quem viveu um amor
De quem sorriu e chorou.

O tempo jamais apaga
Uma lembrança guardada
Bem dentro do coração
Da minha linda canção.

A mais linda melodia
Que a vida principia
Faz nascer da poesia
A mais singela emoção.

E a emoção se transforma
No alvorecer da aurora
No sol que nasce lá fora
Na saudade de você.

Os sonhos que já sonhei
As lágrimas que já chorei
As noites que não dormi
Foi só por pensar em ti.

LINDA BONECA DA MINHA VIDA SEMPRE!

 

Escrito por Rosana Madjarof – 06/12/2007

15

de
setembro

Amor de Mãe…

Tatinha,

Toda vida é amor
Amor de Deus
Amor dos dias meus
Amor do meu amor.

O amor nasce, vive e revive
Em todos os dias meus,
E nos dias das mamães
Que seu filho devolveu.

Amor de mãe é sagrado
Como sagrado é o amor,
É uma bênção de Deus
O filho que Ele nos deu.

Choramos sim, de saudade
Do filho do coração,
Que partiu sem um adeus
Nos deixando a solidão.

Mas temos como consolo
O amor no coração,
Dos nossos filhos amados
Nossos anjos iluminados.

O espírito é eterno
Como eterno é nosso amor
E seremos sempre assim
Amor, sorriso e calor.

 

Escrito por Rosana Madjarof – 05/12/2007

15

de
setembro

O Teu Amor…

Na clausura do silêncio
Ouço sempre a tua voz
Sussurrando em meus ouvidos
Sobre o bem e a compaixão.

O bem que ora pratica
Não é senão o amor
Que retira toda dor
Do mais triste coração.

A mãe que chora seu filho
Leva no peito essa dor
E você vem, de mansinho
Com sorriso encantador.

E o seu sorriso anuncia
Um dia de maestria
Com muita pompa e magia
Do filho que não morreu.

Esse teu amor consola
O coração da mãe que chora
Em forma de doação
Caridade e perdão.

Tatinha, minha boneca linda, te amo eternamente.

Escrito por Rosana Madjarof – 09/12/2007 – 17:07 h.

14

de
setembro

As Cores da Vida…

Tatinha,

Que todas as cores do mundo
Possam enfeitar nossos dias
Com todos seus tons e matizes.
Que seja branco ou preto
Ou colorido, em todas as suas nuances
Mas que seja uma cor viva
Para que a vida tenha VIDA.

Em dias nublados e sombrios
Transforme o cinza
em mel
Adoçando
o sabor do fel.
Nos dias ensolarados
Onde o amarelo impera
Faça nascer da esfera
A mais autêntica quimera.

O simbolismo das cores
Mesmo nas horas de dores
Exalam a magia da eterna alquimia.
E nas horas mais alegres
Onde impera o amor
Eis que surge alguma cor
Pra realçar seu sabor.

É assim que vejo a vida…
Entre cores e jardins
Onde cantam querubins.
Os anjos vestindo branco
Enfeitam o azul celeste
E na ponta do arco-íris
Reluz um raio dourado
De um sonho inacabado.

Escrito por Rosana Madjarof – 30/12/2007 – 19:37 h.

13

de
setembro

Luciana…

 

Duas filhas Deus me deu
Para enfeitar minha vida
E mesmo na despedida
De uma filha que morreu
Tive a minha Luciana
Pra alegrar os dias meus.

Sua voz sempre suave
Entoa uma melodia,
Com muita pompa e magia
Esta pequena menina
Cantando com maestria
Faz sorrir os lábios meus.

 

Luciana, a minha Lú
É metade do meu eu
Pois minha outra metade
Partiu breve, e sem adeus.
Virou estrela celeste
No grande céu de meu Deus.

Agradeço ao Pai Maior
Por presente tão perfeito
Duas filhas abençoadas
Queridas e muito amadas
Pérolas perfumadas
Frutos do ventre meu.

Escrito por Rosana Madjarof – 14/01/2007 – 23:42 h.

13

de
setembro

O Tempo…

Nos desencontros dos caminhos
Por curvas tão sinuosas
Nos perdemos em desalinho
Das árvores mais frondosas.

 

Os frutos que nós colhemos

No semear da existência,

Refletem todo o carinho

Do filho que devolvemos.


Passam inverno e verão,
Muitos outonos guardados
Mas a estação primavera
É que deixa o seu recado.

Recado de uma flor
De um amor, ou de uma dor
Da saudade que ficou
De um tempo que já passou.

Tempo bom que nós vivemos
Na memória está guardado
Pois que marca as estações
Dos nossos anos dourados.

Felizes devemos ser
Por termos essas lembranças
Conservando a esperança
De um novo alvorecer.

Escrito por Rosana Madjarof – 14/01/2008 – 23:18 h.

12

de
setembro

Meus Caminhos…

 

Não sei se fico, ou se vou
Nem mesmo sei quem eu sou
E os caminhos que conheço
Desconhecem minha dor.

Tracei um plano de vida
Projetos inacabados
Por suas bases insólitas
Não foram concretizados.

Hoje sei que fui errante
Nos percalços dos caminhos
Mas há de chegar o tempo
De encontrar o meu ninho.

Se porventura pequei
Ou errei tempos de outrora
Por certo haverá o dia
De um novo nascer da aurora.

 

No porvir que se aproxima
Ouço um canto delicado
De um pássaro dourado
Doce mel dos meus pecados.

No meu peito machucado
Bate forte um coração
Coração descompassado
Por viver na solidão.

Mas nos dias que me restam
Com certeza deixarei
Minha marca, na certeza
De tocar um outro alguém.

Escrito por Rosana Madjarof - 03/04/2008 - 20:40 h.

11

de
setembro

Palavras ao Vento…

 

As palavras que eu não disse
Num papel foram transcritas
E se não foram ouvidas
Espero que sejam lidas.

O lápis e o papel
São meus fiéis companheiros
Pois aceitam por inteiro
Tudo que eu quero escrever.

E quando eu erro na escrita
Pego a amiga borracha
Que me ajuda a desfazer
Tudo o que eu não quis dizer.

E assim vou escrevendo
Seja em verso, trova ou prosa
E como um botão de rosa
Desabrocho o meu ser.

 

Muitos, porém, não entendem
O porque d’eu não falar
As palavras que coloco
Num papel tão singular.

Mas o coração me pede
Que eu escreva sem parar
Tudo aquilo que sentir
Pra poder eternizar.

Sempre fui boa na escrita
Mas falar não é meu forte
Prefiro atirar à sorte
O dom de poder calar.

E assim eu vou seguindo
Com passos lentos ao vento
E com todo o sentimento
Chegarei a algum lugar

Escrito por Rosana Madjarof – 03/04/2008 – 22:20 h.

11

de
setembro

Entre o Riso e a Saudade…

 

Poder rir da própria morte
É muito melhor que a sorte
De saber sorrir sem viver,
Pois mesmo diante da vida
Ou de um adeus na partida
Saber sorrir é não sofrer.

As obras de um pintor
São telas enfeitiçadas
Com cores bem variadas
Que têm frio ou calor
Mas são os olhos da alma
Que identificam seu valor.

Nesta vida que vivemos
Somos títeres do amor
E tudo que aqui temos
São momentos passageiros
Como pássaros trigueiros
Alçando o vôo do condor.

Mas são nos vôos mais altos
Onde a vista não alcança
Que mora a esperança
E o riso da criança
Disfarça toda distância
Da saudade que ficou.

Viver, lutar ou morrer
São sinônimos do amor
Amor que bate no peito
De um poeta sonhador
Ou de um futuro doutor
No céu de Nosso Senhor.

Escrito por Rosana Madjarof – 04/04/2008 – 22:48 h.

11

de
setembro

Silenciando Corações…

O silêncio ensurdece
Calando a nossa voz
Mas é no poder da mente
Num pensamento latente
Que uma voz proeminente
Sussurrando sugestões
Alivia os corações.

O pensamento é confuso
Pois as letras são trocadas
Por certo embaralhadas
Na mente do pensador…
Mas eis que surge um clarão
No meio da escuridão
Anunciando o refrão.

O refrão é a esperança
Que nasce dos olhos teus
E esse brilho no olhar
Logo vem anunciar…
Um sorriso a acalmar
Uma mãe que chora e sofre
A morte do filho seu.

Mãe que é mãe chora seu filho
Quando nasce e quando morre
Pois a mãe sem o seu ninho
Espreita a própria morte…
Mas é na escrita traçada
Após revogada a morte
Que a mãe vê o seu suporte.

Escrito por Rosana Madjarof – 04/04/2008 – 20:59 h.

11

de
setembro

Sonhos Adormecidos…

 

Sonhos vem e sonhos vão
Como uma doce canção
Onde mora o sentimento
De alguém na solidão.

A solidão que atormenta
Os corações mais aflitos
São como mares abertos
Em busca do infinito.

Só pode se sentir só
Quem esqueceu de viver
Pois a solidão reflete
A essência do nosso ser.

Se queremos alegria
Plantemos, então, o amor
Pois a alegria nasce
Do nosso ser interior.

Para fugir da tristeza
E também da solidão
Colha a primeira rosa
Que nasce em seu coração.

O colorido das flores
E o perfume do jasmim
Fazem nascer no peito
Uma alegria sem fim.

Para fazer do seu sonho
Alegria e realidade
Viva com felicidade
Afastando as tempestades.

Escrito por Rosana Madjarof – 07/04/2008 – 21:25 h.

11

de
setembro

Mistérios da Vida…

O grande mistério da vida
Encontra-se na guarida
De um amor sem igual.
É esse amor que alimenta
As dores e as tormentas
Com um gesto maternal.

São mistérios infundáveis
Que o tempo alimenta
Mas a alma que o sustenta
Se perde nos madrigais.

Mas há na vida um mistério
Que não se pode ocultar
E nem se pode negar.
Esse mistério é a morte
Que nasce da própria sorte
Daquele que quer chegar.

Esperamos a chegada
De um ser tão pequenino
Com todo amor e carinho
A nossa vida alegrar.

Mas o mistério da vida
Que a própria vida anuncia
Pode mesmo assustar.
São caminhos distorcidos
Onde nos vemos perdidos
Não encontrando o lugar.

Mas eis que surge a esperança
Em meio a tantos caminhos
E mesmo entre os espinhos
Sabemos que vamos chegar.

Escrito por Rosana Madjarof – 06/04/2008 – 14:22 h.

10

de
setembro

Meu Pedacinho de Céu…

Tatinha,

Minha amiga e companheira
Das horas mais derradeiras
Das noites alvissareiras
Minha vida iluminou.

No brilho do seu olhar
Um sorriso a acalmar
As doces palavras no ar
Como um pássaro a cantar.

Um pedacinho de mim
Que brotou no meu jardim
Onde nasce a canção
Que fala do amor sem fim.

Esse amor que alimenta
A minh’alma sem tormenta
Por ser puro e cristalino
Verdadeiro e divino.

Quem dera eu pudesse ser
Um pouquinho de você
E espalhar nos corações
As mais doces sensações.

Como água cristalina
Você é a luz divina
Que faz brilhar o meu ser
Por todo o entardecer.

Hoje sei que tu vieste
Para enfeitar minha vida
E na hora da partida
Quem morreu não foi você.

Tati, meu pedacinho de céu. Te Amo.

Escrito por Rosana Madjarof - 09/12/2007 - 00:41 h.

10

de
setembro

Saudade é o Teu Nome…

Tatinha,

A saudade é como o vento
Que ruge através dos tempos
Buscando uma direção
Para afastar a solidão.

Saudade é palavra doce
Que nos faz viver outrora
Revivendo emoções
De amores e paixões.

Saudade é mais que quimera
É realidade da vida
Das nossas idas e vindas
Das nossas buscas perdidas.

Saudade não é ausência
É prova da existência
De alguém que já viveu
Que amou e que sofreu.

Saudade é o infinito
De um amor que não se acaba
Pois quem ama não esquece
Daquela pessoa amada.

Saudade é saber esperar
É saber renunciar
É sofrer sem sentir dor
É chorar com muito amor.

Saudade é âncora forte
No peito de uma mãe
Que canta a sua saudade
Em tom de felicidade.

Saudade é desprendimento
Onde mora a esperança
No sorriso da criança
Que cresceu e feneceu.

Saudade é o sentimento
Que habita os corações
Aflorando sensações
Liberando as emoções.

Saudade é encerramento
De um verso em pensamento
Onde todo sofrimento
Tem começo, meio e fim.

Saudade Eterna da Minha Tatinha!

Escrito por Rosana Madjarof - 16/04/2008 - 21:26 h.

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